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Quarta-feira, Setembro 29, 2004


BZFZDSERWTGSCAVTRYUN-BUUUMMMMM!

Conseguiram ler aì em cima? Pois é, assim estou ultimamente.
Vou contar so' um pedacinho pra' nao enjoar voces. Desde sexta-feira mal consigo ter um tempinho pra' nada: estou trabalhando sozinha pois meu marido anda ocupado com uns problemas da familia dele; minha sogra 'baixou' aqui em casa sabado e so foi embora hoje; o ferro de passar pifou no domingo enquanto eu passava as roupas de casa, aquele de reserva nao 'pega' de tanto que ficou sem usar e o técnico so' chegou hoje, às 9 da noite, enquanto estavamos jantando, desmontou tudo e disse que 'talvez' volte amanha; estou com colica e sexta-feira tenho que passar o dia fora num curso de atualizaçao para a lavanderia.
Nao sei se compro uma passagem, uma pistola ou uma peruca.



AINDA BEM

As duas voluntarias italianas, sequestradas sete de setembro em Iraque, foram libertadas hoje e estao bem.
Um estranho sequestro, um estranho desenrolar e uma estranha libertaçao. Vai dar muito o que falar.



Foto: La Repubblica



QUERIA FALAR OUTRAS COISAS

Mas vou dormir que estou um cacareco.



MUSICA DE HOJE

A perereca da vizinha ta presa na gaiola
Xo perereca, xo perereca.




Quinta-feira, Setembro 23, 2004


ARTE, ARTE, LINDA


Tá a fim de dar prazer aos olhos? Vai lá na página da Leda ver o que ela é capaz de fazer com tinta, pincel e fantasia. Eu tô muito a fim de pendurar um daqueles aqui em casa!



SEM RALO


Sem tempo prá bisbilhotar nos outros blogs, o pobrezinho do Sem ralo ficou meio abandonado... Coloquei outros post lá, confira!



DESEJOS


Tô a fim de comer beijú de tapioca
com recheio de coco ralado fresquinho
e manteiga derretida por cima;
um copão de café com leite quentinho
e o cachorro olhando esperando as migalhas.

Peraí que eu vou beber um copo d'água.




ACENDENDO O FOGO DA PAIXÃO...





Quarta-feira, Setembro 22, 2004


FUEGO!!


Hoje quando acordei e abri as janelas, a casa foi invadidida por uma fumaceira que fez arder meus olhos. Olhando prá fora, o céu estava nublado de fumaça e não demorou muito prá entender que um incendio estava devastando uma das duas montanhas aqui do bairro. Logo esta noite, que depois de tanto tempo de calmaria, soprou um vento não muito forte mas o bastante para fazer que o incendiozinho se transformasse numa quase catástrofe. Foram queimados 2 quilometros de bosque ainda verdejante e tiveram que pedir ajuda aos helicopteros para apagar. Ainda bem que o outono começou hoje e ainda nao deu tempo às folhas de secarem, senão seria pior.

Olhem a montanha aqui:






E NINGUÉM ME TRAZ BOLO


Ando ocupada com os últimos casamentos aqui das redondezas. O pessoal aproveita os derradeiros dias de sol e luz! E eu fico só esperando os vestidos de noiva com as barras sujas de capim e os ternos com os bolsos cheios de arroz. O melhor é ver os recém-maridos que acompanham as recém-mulheres na lavanderia. Será a primeira e última vez que vejo a cara deles: daqui em diante isso será uma tarefa prá mulher...




VOCÊ ESTÁ FICANDO VELHA QUANDO...


De repente se lembra do primeiro namorado. Puxa, que lembrança boa! Me pulou na mente de repente, relendo o post aí em baixo onde eu falei da "nossa canção" (minha e do meu marido) e comecei a pensar nas músicas que de uma forma ou de outra marcaram os relacionamentos antigos.
Nos conhecemos na praia (Barra), devia ser lá pela metade dos anos 70 e eu ainda não tinha tido nenhum namorado 'sério', tipo de levar em casa e sair sozinha. Eu ia sempre à praia com minha prima e ficávamos no mesmo lugar que ele frequentava e, naturalmente, percebemos que aquele gatinho-lindas-pernas não parava de olhar cada nosso movimento, chegando ao ponto de entrar na água somente quando íamos também. A dúvida era: olhava prá ela ou prá mim? Depois de muitos dias de azaração (ainda se usa esse termo?), ele finalmente decidiu acabar com as nossas dúvidas e lembro perfeitamente que, enquanto eu saía da água, ele chegou pertinho e me disse: posso te chamar de Ginger-ale? Putaqueopariu como estou velha!!! Quem se lembra da Ginger-ale? Somente aqueles com mais de 40 anos... Ok, pros mais novos, explico: Ginger-ale era uma marca de refrigerante daquela época que parecia Coca-cola, mas nao durou muito; o gostinho era bom, acho que era mesmo à base de gengibre (ginger) e a cor era um pouco mais claro da Coca, mais pro dourado, como eu queimadinha saindo da água naquele momento, com o meu biquini cor de tijolo, uau!
Tá bom. Nao lembro muito bem como foi que nós acabamos saindo, sei que foi o meu primeiro namorado no portão, o primeiro que me levou ao cinema, que me deu rosas de presente, que trocávamos drops Dulcora durante o beijo, que me mandava bilhetinho com a letra torta dizendo 'te adoro' quando brigávamos, que tinha uma camisa Lacoste vermelha que eu amava e que cantava Pérola Negra no meu ouvido quando eu me emburrava com os atrasos. Juro que ainda me lembro do cheiro bom do pescoço dele e do dia que nos vimos pela última vez, depois de quase um ano juntos, prá nunca mais.
Espero que ele viva feliz e que a sua orelha esteja queimando agora.


Invés, com o meu primeiro marido, além de Papel Marché (João Bosco) que é a nossa música 'oficial', lembro que esta foi a nossa primeira canção: ele até me deu o disquinho (compacto simples, de vinil) do Radio Táxi:

Coisas de casal
Rita Lee - Roberto de Carvalho

Tive sorte de encontrar você
Que debocha do meu jeito de ser
De repente faz juras de amor
Me esquenta no frio
Me refresca no calor

A gente troca
A gente troca de lugar
A gente brinca
A gente brinca de brigar

Chora de rir, fica de mal
Coisas de casal, coisas de casal




Alguém aí também tem música? Ou isso já saiu de moda?



Segunda-feira, Setembro 20, 2004


QUE VERGONHA!

Tô escondida debaixo da mesa... como fui esquecer o aniversário do blog! Se nao fosse a Julie, passaria em branco. Quantos anos? Acho que são 3: tá igualzinho a mim, quando me perguntam a idade, tenho que fazer as contas. O pior é que sempre erro e 'como' alguns anos, hehehehe.
Como não tive tempo prá fazer bolo, comemoremos com esse frango de padaria; acompanhado com farofa e uma cervejinha, nao tem melhor!
Todo mundo aí batendo na caixinha de fósforos, em ritmo de samba de quintal:

Parabéns prá você...
esquindô, esquindô!








DOMINGO, COLORIDO PELO SOL...

Hoje fez um dia lindinho. Tinha sol e a temperatura estava gostosa: uns 22 graus quando não passava alguma nuvem. Aí fizemos uma coisa diferente: invés de ir na festa dos cogumelos de noite, prá jantar, fomos de dia, prá almoçar.
Bendita idéia! Chamamos a sogra, o filho mais velho com a nora e as duas cri-cri-ancinhas e junto com o cachorro ensandecido e nós2bemcoladinhoscomonosvelhostempos, partimos rumo aos prados verdes de Brinzio com a barriga vazia e a intenção maléfica de fazer um estrago geral de angú com cogumelos (e muito Barbera prá quem nao vai dirigir, leia-se: eu).
Chegando lá, vimos logo que a situaçao era preocupante. Tivemos que estacionar muito distante pois os dois estacionamentos estavam lotados. Isto quer dizer que na festa teriam, no mínimo umas mil pessoas. Já saindo do carro, comecei a sentir arrepios de prazer pelo que me esperava: a fila quilométrica cheia de entrões para pagar a comida, a outra fila embolada para ir pegar a comida, a fila pro vinho, a dificuldade em achar uma mesa prá 7 pessoas, um cachorro assatanado, um carrinho de nenen e as bolsas cheias de fraldas, brinquedos e mamadeiras...
Credo! Eu nunca vi tanta gente naquela festa. Encontramos alguns amigos que nos disseram que esperaram uma hora e meia pra comer. Minha nora começou a resmungar dizendo que ia levar as crianças prá pizzeria e que era melhor ter ido de noite (se dia dia já estava assim, imagina de noite com o famoso risotto ai funghi), blá, blá, blé... Marido bateu o pé: vim prá comer cogumelos e cogumelos serão.
Ele mesmo foi prá fila (quebrando o trato pré-matrimonial que a fila é coisa minha), enquanto nós fomos procurar mesa vazia e, não achando, nos colocamos atrás de um grupo que estava sentado batendo papo já com os copinhos de café cheios de cinzas de cigarro, sinal que já tinham acabado de comer a muito tempo e era hora de dar o fora e deixar o lugar pros outros.
Imaginem a cena, todo mundo em pé atrás: sogra tagarela, cri-cri-anças choramingando, cachorro endemoninhado fazendo piruetas e eu reclamando com todo mundo prá ficar quietos. O povo não aguentou e bateu em retirada. E viva a cara-de-pau!
A comida estava deliciosa e depois fomos dar uma volta no paese prá fazer a digestão. Compramos cogumelos secos e uns queijinhos de cabra que eu detesto mas o Léo adora e fomos todos deitar no mato perto de um riachinho, mastigando a raiz do capim e olhando o céu enquanto as meninas corriam atrás do cachorro.
Acabou.

P.S. - Chegando em casa, já estava com fome de novo. Fiz um risotinho com os cogumelos secos que ficou divino! E tome Lambrusco.




UM SEGREDO:

Esta canção, era 'nossa' do tempo de namoro. Depois de tanto tempo, hoje me lembrei:


Domenica Bestiale
Fabio Concato

Domenica ti porterò sul lago
vedrai sarà più dolce dirsi ti amo
faremo un giro in barca
possiamo anche pescare
e fingere di essere sul mare.
Sapessi amore mio come mi piace
partire quando Milano dorme ancora
vederla sonnecchiare
e accorgermi che è bella
prima che cominci a correre e ad urlare.

Che domenica bestiale
la domenica con te
ogni tanto mangio un fiore
lo confondo col tuo amore
com'è bella la natura e com'è
bello il tuo cuore.

Che meraviglia stare sotto il sole
sentirsi come un bimbo ad una gita
hai voglia di giocare,
che belli i tuoi complimenti
è strano non ho più voglia di pescare.
Amore mio che fame spaventosa
dev'essere quest'aria innaturale
è bello parlare d'amore
tra un fritto e un'insalata
e dirti che fortuna averti incontrata.

Che domenica bestiale...





MILAGRES ACONTECEM

Respondi alguns comentários. Outros, vou nos blogs.




Sábado, Setembro 18, 2004


Vixe!

MUITO FULA PRÁ BLOGAR

Passei dois dias com os ovos recolhidos. Voltei.




VOTA EU!

Dei gargalhinhas com o artigo do José Castello no NoMínimo. Saber que o Sidney Magal chegou a se candidatar (mas retirou-se por causa da novela) e que o Zé do Caixao é candidato (como fará assinar um decreto com aquelas garras?), me deu uma baita vontade de voltar pro Brasil e entrar prá política! Se eles podem...
O final é hilário.




DANDO OS NÚMEROS

Hoje, no jornal La Repubblica, saiu o resultado de uma pesquisa que calculou o grau de violência transmitida pela televisao, aqui na Itália:

- a cada 35 minutos aparece uma cena com um morto;
- a cada 18 minutos a imagem de uma pessoa ferida;
- a cada 20 minutos, uma explosao;
- a cada 7 minutos, uma cena com armas;
- a cada 15 minutos, uma imagem de guerra.

Isso sem contar com as imagens ao vivo, quando acontece alguma coisa de grave aqui ou no mundo. O estudo conclui que além de ameaçar a saúde psiquica dos telespectadores (ansia e estresse), cada um desses estímulos pode provocar um aumento de até 35% da frequencia cardíaca.
Prá mim, o mais grave de tudo, é mesmo o 'efeito Hollywood': de tanto ver na telinha cenas de violência, nem nos emocionamos mais. Eu só 'realizei' o que estava acontecendo no dia 11 de setembro, quando caiu a segunda torre.




ACONTECENDO NO FIOFÓ DO MUNDO

Voces sabem que eu de vez em quando resmungo pela falta de atividades culturais aqui no interior do Zaire (ai Pacamanca, já tô com saudades!). Pois bem, que dobrem os sinos!!! As coisas estao mudando! Exemplo é a exposiçao dos cento e cinquenta 'capolavori' na Villa Ponti de Arona, tendo como tema "A mulher na Arte"
com obras desde Modigliani a Andy Warhol. Começou no dia 31 de julho (eu só soube semana passada) e vai até o 7 de novembro.
Catálogo da mostra AQUI.




Fernando Botero - Society Lady- 1997



O BRASIL DO LADO DE CÁ

Quem disse que italiano não entende nada de Brasil? Ótima dica prá quem mora aqui ou quem está na terrinha e quer curiosar, o site MUSIBRASIL - Musica, Palavras e Imagens do Brasil, que fala do que está rolando aqui em termos de música, notícias e muitas coisas mais. Nem vou falar mais nada, vai logo lá deitar e rolar.
Feito por italianos que amam o Brasil.




Quarta-feira, Setembro 15, 2004


OLHA OS COMENTARIOS AÍ GENTE!!!!


U U U U A A A A U U U U U ! ! ! ! !

Grande dia feliz! Finalmente vou parar de falar sozinha!!!
Quá-qua-ra-quá-quááá! Ho-ho-ho-ho-ho! Pim-pirim-pim-pim!
Foi EEEEELLLAAAAAAAAAA!!!!
Ja' viram que chique o lay-out combinando com o blog?
Joguem bastante farofa no ventilador....
Prá baiana de Castellamare, um beijão de obrigado!




Imagem: Nide



TODA MENINA BAIANA
Gilberto Gil

Toda menina baiana tem um santo, que Deus dá
Toda menina baiana tem encanto, que Deus dá
Toda menina baiana tem um jeito, que Deus dá
Toda menina baiana tem defeito também que Deus dá

Que Deus deu
Que Deus dá

Que Deus entendeu de dar a primazia
Pro bem, pro mal, primeira mão na Bahia
Primeira missa, primeiro índio abatido também
Que Deus deu

Que Deus entendeu de dar toda magia
Pro bem, pro mal, primeiro chão na Bahia
Primeiro carnaval, primeiro pelourinho também
Que Deus deu
Que Deus deu
Que Deus dá




Agradeço também ao Alan, que sugeriu uma dica com a mesma intenção e ao Allan que mandou a tabelinha dos acentos (vou me acabar: ã, â, ö, Ô, Ê...).




Fiquei sem escrevinhar porque fui fazer outras coisas. Querem saber?
Sábado, depois do trabalho, marido me levou pro mato. Ops, tão pensando o quê! Ele queria que eu visse um bosque que nunca me mostrou antes. Apesar de ser aqui per'di casa, nunca tive a oportunidade de ir e, aproveitando a tarde de sol, fomos fazer uma caminhada prá desenferrujar. Chegando em casa, fomos os dois pra' cozinha preparar a lasanha de domingo. Agora ele nao quer outra vida: disse que todo sábado vai querer cozinhar comigo (juro que vou ter paciência quando ele perguntar onde estão os trecos...). A lasanha rendeu tanto que almoçamos no domingo, almoçamos na segunda e enterramos os ossos no jantar de hoje. Tá saindo pelos zuvidos!!!

Aí, no domingo, fomos na Fiera di Varese que é uma exposição anual aqui na minha cidade com stands do comércio, artesanato e comibebilanças. Tava bonzinho mas tudo muito caro (ou será que eu que tô dura?). Kzzo, um pacotinho com 15 amendoins doces a 4 euros!!!! Duas salsicce de javali a 12 euros!!!! Vai roubar prá ser preso...

Domingo que vem, ja' temos programa: a Festa do Fungo Porcino em Brinzio que eu nunca perdi uma desde que estou aqui. Risotto ai funghi porcini e vino.




Agora falando sério...


Não sei aí no Brasil, mas aqui estamos sentindo muito a atual situação (de merda) no mundo. A televisao nos informa dos mortos no Iraque e da aerofagia de Sharon, das bombas, dos sequestrados, dos degolados e dos engasgos de Bush religiosamente, nos ciquentaecinco telejornais diários, como se fosse coisa fácil absorver todas estas coisas e continuar a seguir a vida do mesmo jeito. Os nossos conhecimentos de geografia foram enriquecidos, infelizmente, em modo assustador: nomes de lugares que nem sabíamos da existencia agora parecem que são ali na esquina; palavras que ferem e assustam, imagens horrendas e situações irreais viraram o pão nosso de cada dia. A tendência é aos poucos se anestesiar, desenvolver uma espécie de escudo mental prá não desabar no pessimismo e na falta de confiança no ser humano. Acabamos vivendo tudo isso como se fosse um filme em episódios, que demora a acabar e nao se sabe como será o fim; afinal de contas nao podemos fazer nada e apesar da violencia entrar nas nossas casas sem nenhum pudor, a qualquer hora, não é que temos tempo prá parar e pensar nisso tudo... temos já tantos problemas! Levantar de manhã e batalhar o que comer, vestir, viver e se esforçar prá ainda sorrir. Eu só posso falar.

Voces sabem quantos conflitos estão se desenrolando atualmente no mundo? Veja AQUI como vão as coisas fora da porta de sua casa (site em italiano).

Escutando diariamente a Radio Popular de Milao, já tem algum tempo que sigo a situação dramática que está acontencendo em Darfur. Hoje, soube que atualmente existem 1 MILHAO e 200 MIL pessoas desabrigadas, fugindo da guerra e se amontoando nas fronteiras do Sudão. Soube também que morrem de 6.000 a 10.000 mil pessoas POR MÊS de doenças infecciosas principalmente de diarréia, que atinge na maior parte dos casos, crianças abaixo dos 6 anos, causada por água contaminada. Estes dados são da Organização Mundial da Saúde! O que quer dizer que não é uma coisa que começou a acontecer ontem...

A África não existe pro resto da humanidade. E está para explodir na cabeça da gente. Os sinais são claríssimos.

Quer saber mais da África? Linka AQUI (site em italiano).





(Foto: WarNews.it)




Sábado, Setembro 11, 2004


Tropeçando na lìngua


Muitas vezes, enquanto escrevo um post, fico empacada olhando a tela tentando adivinhar como é aquela palavra em portugues, como se conjuga aquele verbo ou até mesmo qual é a ordem exata da frase. Pelo que leio nos outros blogs por aì, acontece também com outras pessoas, mas nao consigo identificar tantos erros como quando releio o meu. A pontuaçao deixa a desejar e até mesmo ja' 'peguei' palavras em italiano escritas na convicçao que eram em portugues. A semelhança entre as duas lìnguas e a diminuiçao das leituras pioraram a qualidade da escritura. Isso sem contar com a minha falta de atençao, a idade que avança e os erros que faço por ignorancia mesmo, como foi por exemplo, o caso do xuxu com 'x'. Aì, depois que eu vi as meninas comentarem e escrever chuchu fui procurar no Google a grafia correta, ja' que pra' justificar o erro, lembrei do cartao na feira enfiado no chuchu com o preço, sem levar em consideraçao que 'eles' é que erraram! Achei esta (ou essa?) pagina (atençao: meu teclado nao tem acento agudo, nem circunflexo, nem trema, nem til - estou perdoada) com algumas dicas para as duvidas mais corriqueiras da nossa complicada lìngua.

Nem com a lìngua italiana estou com essa bola toda. Ainda tenho dificuldades com a grafia das palavras que usam duplas letras (bb, cc, dd, ff...) e nem te falo com a conjugaçao de alguns verbos, maior dor de barriga.

Isso me faz lembrar...


Quando eu cheguei aqui

Quando eu cheguei aqui, o italiano era aquele que era. Tive inumeras discussoes (algumas muito sérias) com meu marido por causa de mal-entendidos linguisticos, dificilissimas de resolver porque ainda nao havia o domìnio da lìngua para explicar que alhos nao eram bugalhos e entrava muitas vezes em desespero, sem conseguir no final fazer o teimosinho-sempre-danado entender devidamente. O pior é que quando fico alterada (até hoje) prefiro desabafar em portugues, me soa falso até falar palavrao em italiano.

Mas também aconteceram coisas engraçadas, principalmente com os clientes na loja quando escrevia o sobrenome. Pra' quem passou a vida toda falando uma outra lingua e de repente, ter que pegar 'ouvido' com os sobrenomes daqui... Aquela que lembro agora foi uma que chegou na loja e disse que se chamava Mazzone; eu, crente que estava abafando escrevi: Nasone (narigao). O pior é que ela tinha mesmo um nariz grandinho, bem biotipo italiano. A mulher sumiu.

Até hoje me encarnam em casa por esta:
A Juli chegou da escola e quando fomos almoçar largou la':
- Mae, eu de-tes-to a pertica!
Eu, confundindo com o sobrenome de alguma professora, falei:
- Menina! Ja' te falei pra' nao odiar ninguém!
Eu nao sabia que 'pertica' era um exercìcio de ginastica. Tipo um pau-de-sebo sem sebo que as crianças tem que escalar.



Seçao "Lìngua de trapo"


Ainda bem que nao cheguei ao ponto da brasileira que mora aqui na frente de casa (nao a minha amiga baiana, a outra que me irrito so' em ver). Mesmo depois de quase 10 anos aqui, ela ainda nao consegue falar italiano e muito menos portugues: inventou uma lìngua so' pra' ela, misturando todas duas.
Outro dia, escutei ela saindo de casa gritar pro marido:
- Vou no mercenario! (maccellaio - açougueiro)
So' adivinhei o que era, porque fiquei na janela esperando ver onde ela entrava.
O pior é que ela briga com os vizinhos em portugues! E quando o pessoal manda ela falar italiano, responde:
- Voces sao tudo burro! So' sabem falar uma lìngua!

Oh, dor.




Sexta-feira, Setembro 10, 2004





Rio Antigo (Como nos velhos tempos)
(Chico Anísio e Nonato Buzar
)

Quero um bate-papo na esquina
Eu quero o Rio Antigo com crianças na calçada
Brincando sem perigo, sem metrô e sem frescão
O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde 12 de Ipanema
Prá ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinema
Domingo no Rio, hum...
E deixa eu querer mais paz
Quero um pregão de garrafeiros
Zizinho no gramado e eu quero um samba sincopado
Taioba ou bagageiro e o "Desafinado" que o Jobim sacou
Quero um programa de calouros com Ary Barroso
O Lamartine me ensinando um lá lá lá gostoso
Quero o Café Nice de onde o samba vem
Quero a Cinelândia estreando "E O Vento Levou..."
O velho samba do Ataulfo que ninguém jamais gravou
PRK 30 que valia 100
Como nos velhos tempos

Quero um carnaval com serpentina
Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina
Os Anjos do Inferno, Quatro Ases e um Coringa
Eu quero porque é bom
É que pego no meu rádio uma novela
Depois eu vou à Lapa e faço um lanche no Capela
Mais tarde eu e ela pros lados do Hotel Leblon
Quero um som de fossa da Dolores
Uma valsa do Orestes e o zum zum zum dos cafajestes
Um bife lá no Lama's
Cidade sem aterro como Deus criou!
Quero um chá dançante lá no clube com Waldir Calmon
Trio de ouro com a Dalva, estrela Dalva do Brasil
Quero Sérgio Porto e o seu bom humor
Quero ver o show do Walter Pinto com mulheres mil
O Rio aceso em lampiões e violões que quem não viu
Não sabe entender o que é paz e amor




Arrasta a sandalia aì morena


Confesso. Sou uma sapatomana.
Filha bastarda de Imelda Marcos, minha segunda paixao depois dos perfumes sao os sapatos: sandalias, botas ou mocassins, nao importa, adoro todos.
Aì me veio um frisson ao saber que vai ter uma mostra de Andrea Pfister aqui pertinho de casa no Castelo de Vigevano (terça, 28/9), onde tem também um Museu do Sapato muito interessante. Sera' duro olhar sem gastar mas uma dosinha de masoquismo de vez em quando faz bem.

Obra dele:







Batuque na cozinha


O marido, vendo a mulher chegar do trabalho arrasada de cansaço, se ofereceu pra' preparar o jantar:

- Senta um pouquinho aì que eu preparo alguma coisa rapida pra' gente comer...

A mulher se espantou pela novidade, mas fez de conta de nada:

- Vou tomar um banhinho e volto ja' pra' te ajudar.

Mal entrou debaixo do chuveiro, ele gritou:

- Vou fazer um macarrao, onde esta' a panela?

- Dentro do armario das panelas.

Pausa.

- E a panela pra' fazer o molho?

- Dentro do armario das panelas.

Pausinha. Outro grito.

- Nao acho o bacon!

- Na geladeira.

- Nao vejo! E-xa-ta-men-te onde?

- Dentro do tupperware branco junto com o toucinho e a linguiça defumada.

- Aqui nao tem nada. Deixa pra' la', faço sem bacon.

A mulher saindo do banho, correu na cozinha:

- Olha aqui o bacon: esta' no lugar que te falei.

- Mas voce nao falou que estava enrolado na folha de alumìnio. Eu nao posso adivinhar.

A mulher deu um suspirinho e foi trocar de roupa. Outro grito:

- Nao acho a faca de cortar legumes! E a cebola?

Silencio no quarto. Ele fala cantando:

- Nao acho a cebo-o-o-la... cadeh a cebooouuulla...

A mulher, nao querendo estragar o clima, gritou cantando também:

- A cebooo-oo-la esta' no carrinho dos leguuumes, bem aì do teu laaado... onde voce mesmo colocooou quando chegamos do mercaaaado... onde sempre esteve toda viiidaaa...

- Quem se lembra?

Dois segundos de pausa:

- Da' pra' vir aqui ver a quantidade de agua?

- Deixa que eu boto a agua. Vai cortar a cebola.

- Cadeh a faca de legumes? Voce nao me respondeu antes.

- Dentro da gaveta dos talheres.

- Corto a cebola em tirinhas ou em quadradinhos?

- De qualquer jeito; basta que seja fininha.

- Boto alho?

- Sim.

- Cadeh?

- Onde voce pegou a cebola. Tira aquelas cascas de cebola de cima do fogao.

- Quer um pouco de vinho?

- Sim, rosso, obrigado.

- Entao tem que abrir. Cadeh o saca-rolhas?

- Olha, a coisa mais difìcil é que eu abra uma garrafa. Voce abre ao menos 2 por dia e deve saber onde colocou.

- Ah, como voce é complicada! Basta dizer que nao sabe!

- Me da' o vinho que ja' esta' aberto.

- Nao, agora lembrei onde esta' o saca-rolhas: na cantina. Vai la' em baixo pegar que eu tenho que tomar conta do molho.

A mulher vai na cantina e vira e revira, mas nada de saca-rolhas.

- Nao achei nada.

- Ah-aahhhh... depois diz que sou eu que nao sei procurar!!!

- Ja' olhou dentro da gaveta?

- Nao, a ultima garrafa que abri foi na cantina.

A mulher abre a gaveta e adivinha o que acha? Pois é.

- Olha aqui o saca-rolhas! Depois reclama que te chamo de gaga'.

Brinde.

- Ja' ta' quase pronto. O escorredor?

- Tava dentro da panela que voce pegou pra' cozinhar o macarrao. Tem certeza que voce nao faz pra' me sacanear?

- Ta' brincando? Pega o queijo que eu vou botar a mesa. A toalha?

- Na gaveta das toalhas. Vamos acender umas velas pra' comemorar o teu macarrao?

- Ihhh... la' vem ela com as idéias malucas. Nada de vela; nao morreu ninguém e depois fica tudo fedendo quando apaga.

- Puxa, voce nao é nada romantico. Que que custa fazer uma coisa diferente?

- Quer acender, acende, mas eu vou la' pro quarto que quero ver o jornal.

Beicinho.

- Ta' bom, nada de velas. Mas falando em morrer, ja' percebeu que voce nao acha nada dentro de casa? Se eu morro o que voce faz?

- Caso com outra menos chata.




Quarta-feira, Setembro 08, 2004


Larguei tudo la' e vim num net-caffè tentar consertar esses comentarios pensando que o problema poderia estar no meu pc. Nao consegui resolver nada.
Sem comentarios.
Vou acabar mudando o template.

Um assunto puxa outro

Falando de trabalho, ontem aqui em casa tivemos uma discussao a respeito da VONTADE de fazer o que se quer e a OPORTUNIDADE/OBRIGAçAO de fazer o que aparece.
Minha filha nao vai mais trabalhar no escritorio de advocacia. Apesar do bom salario e da proximidade de casa nao se adaptou, pois lhe faltava a experiencia necessaria para desenvolver um trabalho daquele tipo. Os advogados sabiam disto mas assumiram ela do mesmo jeito, pra' depois exigir que ela fizesse a mesma coisa que a garota de antes, com uma experiencia de 18 anos no mesmo lugar. Ela desistiu até porque chegava em casa chateada todos os dias, ainda nao acostumada com as grossuras dispensadas por certas pessoas que pensam que tratar mal os empregados fazem eles trabalhar mais. Ao mesmo tempo, percebemos nas entrelinhas que nao estava satisfeita PESSOALMENTE e ela mesmo disse que nao era a sua praia.

Ora, sabemos que a 20 anos de idade e principalmente nos dias de hoje, é difìcil saber exatamente o que se quer pro futuro. Ainda por cima, vem uma forma de sìndrome de Peter Pan (no seu caso, ao feminino) que assusta e confunde, ao ver que acabou aquela fase de poucas responsabilidades e que agora tem que enfrentar o mundo sem a maozinha da mamae. Isso se deve muito também ao fato de que ela NAO PRECISA trabalhar à força: sabe que a barriga cheia e a caminha fofinha ta' la' esperando ela do mesmo jeito e somos nos que devemos botar na cabeça dela que a NECESSIDADE de ir à luta é indispensavel para o seu crescimento pessoal.

O QUE FAZER? Meu marido tem a opiniao que ela deve pegar qualquer coisa que apareça, pra' fazer experiencia e ralar como se deve IMEDIATAMENTE. Eu acho que ela deve distribuir uns curriculos por aì e pegar alguma coisa que seja no seu campo, ela fala 5 lìnguas e nao é possìvel que nao apareça um trabalho ao menos NO ARCO DE TRES MESES, antes de se compromenter com a primeira merda que aparece.
Em uma coisa concordamos: infelizmente achar o TRABALHO IDEAL (existe?) a 20 anos é quase impossìvel.

Esperemos o desenrolar.



Inimigos pra quê?

Com Bush zelando pela liberdade planetária, francamente, o mundo não precisa do terrorismo para se sentir ameaçado. Bin Laden pode até pedir aposentadoria em caso de reeleição do presidente.
(Tutty Vasques no No Minimo)



Aqui, ninguém viu

Foi feriado é? Nem percebi. Minha mae me ligou hoje so' pra' me sacanear (ta' vendo? enquanto voce taì passando ferro, aqui tem feriadao...). Pra' dar uma passada de esfregao no patriotismo, vai la' na Cora ler o poema Minha Patria, do Vinìcius. Se der vontade de chorar, pensa na Rosinha-seca-lagrimas.



Blog com tudo de bom

Rodopiando por aì, fui parar neste blog. Quem gosta de tudo aquilo ali, ta' bem servido. Ja' linkei, né?



Fumetti

O banheiro ta' cheio de revistas. Voltei a ler historias em quadrinhos que aqui chamam fumetto. Tio Patinhas? Zio Paperone. Mickey? Topolino. Pateta? Pippo. Zezinho, Huguinho e Luizinho? Qui, Quo, Qua (ah, ah, ah). Maga Patalogica? Amélia. Mas a melhor de todas foi achar Mauricio de Souza: Cebolinha se chama Cipolotto.
Eu nao tenho mesmo o que fazer...



Quando é que isso vai acabar?

Hoje, raptaram duas voluntarias italianas no Iraque.


Segunda-feira, Setembro 06, 2004



A LESMA LERDA


Hoje nao estava mesmo a fim de trabalhar. Mas como eu nao posso pegar uma licença por preguiça, passei o dia em camera leeeenta. Deve ser a mudança de estaçao ou a temperatura que aumentou de novo... que nada, estou precisando de um estìmulo!

Fico pensando se vai dar certo a invençao do trabalho novo. O marasmo desse trabalho, além de me deixar chata (ainda mais?) me deixa insatisfeita pela falta de estìmulo.
Nao posso criar nada (a nao ser queimar alguma saia, coisa que nunca aconteceu); nao desenvolvo o meu intelecto e os poucos neuronios ja' estao ficando broxas pela falta de exercìcio mental;
fico presa dentro de casa o dia inteiro, sem ter contacto com o mundo 'la' fora', ja' que a relaçao com os clientes é momentanea, as pessoas estao sempre com pressa e eu estou sempre ocupada pra' poder bater um papinho basico. Ou seja, o relacionamento inter-pessoal nao existe;
trabalhar o dia inteiro com um marido e ir pra' casa com o mesmo marido durante 13 anos seguidos (significa estar juntos 24 horas por dia, atençao) e na hora da janta nao ter nada o que falar a nao ser o trabalho que fazemos juntos ja' encheu meu saco e o dele também, nao tem mais surpresa, nem novidade, nem imaginaçao que resista;
trabalhando em casa, nao tenho assistencia social - entao se sobrevivo e chego a ficar velha, nao tenho nenhuma segurança;
to cheia de passar roupa;
quero ter um salario.
Chega?

A desvantagem principal é que terei de fazer o curso por um ano antes de arrumar outro emprego e, durante este tempo, continuarei a trabalhar aqui fazendo as mesmas coisas que faço (dona de casa inclusive) so' que com cinco horas em menos. As cinco horas terei que recuperar durante a noite.
Resistira' o meu débil fìsico de passarinho a esta empreitada?
Se nao tentar, nunca vou saber.



Ontem, logicamente, passei o dia em casa. Estava um sol lindo mas nao consegui sair nem com o cachorro. Minha sogra ficou o dia aqui de novo pra' 'castigar' o marido. Ele ligou as duas da tarde perguntando 'o que que eu vou comer' e ela mandou ele lamber sabao (leccati una saponeta) se estivesse com fome. Eu que ensinei pra' ela, como também o 'vai chupar um prego até virar parafuso' e 'ta' com raiva morde o cotovelo', daì que meu marido diz que eu nao sou boa companhia pra' ela, oh oh oh. Aì, de tarde, chegou o filho mais velho do Leo com a mulher e as duas garotinhas: ficamos todos no jardim debaixo do pé de chuchu consolando minha sogra que nao parava de chorar e lembrando os 54 anos que atura a mala sem alça do meu sogro com as suas 'inguinoranssas'. Levamos ela pra' casa as 11 da noite, quase carregada pois a coitadinha nao queria nem sentir o respiro do dito cujo.


Falando no pé de chuchu:

Um dia meu marido falou que tinha uma surpresa pra' mim mas que so' iria dizer 'daqui a uns dois meses...'. Eu fiquei logo tentando adivinhar o que era e ja' estava pensando que fosse a viagem de lua-de-mel super retardada mas acabei esquecendo. Depois de um tempo, me chama no jardim e mostra a surpresa: tinha plantado um pé de chuchu! Eu me senti toda poderosa pois nunca soube de um marido que presenteasse a mulher com um pé de chuchu! Olhei pros lados pra' ver se nao tinha nenhum vizinho olhando e taquei um beijo na bochecha dele (ele nao gosta de efusoes sexuais em publico) e fiquei ali admirando o meu primeiro pé de chuchu.
Agora, tem uns 30 chuchus pendurados - uma beleza, cada um mais lindo que o outro, tudo cheio de espinhos (ja' falei que aqui se chama zucchina spinosa - abobrinha espinhosa) que tem que colocar luvas de jardineiro pra' poder cortar. Tirei até umas fotos que depois coloco aqui.




Domingo, Setembro 05, 2004


Ta bom. Passei estes dois dias assim, humor variando do triste total ao danado total, da imcompreensao à apatia, do medo à dor. Nao tenho vontade de falar, nem pensar - mas é impossivel. Indiferença jamais.


Sofrendo também se canta...


As Forças da Natureza
(João Nogueira e Paulo César Pinheiro)

Quando o sol
Se derramar em toda a sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar
O barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer, lá, lá, iá
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval







Hoje meu marido me arrastou vestida da Madureira (short e chinelinho) pra' comer uma pizza. Nem chegamos na metade do caminho e minha sogra telefonou pra' ir busca-la pois tinha se aborrecido com o marido. Botei ela na cama agora, depois de ficar quase tres horas conversando pra' ver se ela calmava. Oh, como seria melhor nao brigar por bobeira.

Amanha eu estava a fim de ir em Milao ver as meninas brasileiras do beach-voley na Praça do Duomo. Tomara que nao chova... Mas so' vou se a Juli estiver a fim, nao tenho mais saco pra' ir sozinha. Falando nisto, a menina com a bolsinha vermelha aì em baixo é o meu rebento.

Vou dormir. O galo ja' cantou 3 vezes.




Sexta-feira, Setembro 03, 2004


Hoje de manha, quando voce acordou, lembrou de tomar a anestesia geral?




Fotos "La Repubblica"


VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA!






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