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Sexta-feira, Julho 29, 2005


DE VEZ EM QUANDO...


Uma boa notícia: o I.R.A (Exército para a Libertação Irlandesa) anunciou que a partir de hoje renúncia à luta armada. Decisão histórica.




LIÇÃO DE OTIMISMO


"Se você acredita, pode vender o câncer, pode vencer a calvície...".
Palavras de Berlusconi, arrasando ao solo quem ainda duvida que ele possa vencer as próximas eleiçöes para Presidente do Conselho.




PSYCO


Com as ameaças de golpear a Itália, os terroristas já conseguiram fazer a primeira parte do trabalho: os sinais de medo começam a se notar nas pessoas. Alguns dias atrás, um cidadão americano foi denunciado por tentativa de alarme somente porque esqueceu uma mala no aeroporto e ontem, em Roma, o boato de que a água estava envenenada causou a paralisia por duas horas da erogação de água potável em alguns pontos da cidade. A circulação do boato foi facilitada pelas mensagens dos celulares e em poucas horas instalou-se o caos. Também, a estação central do metrô de Milão foi invadida por policiais e evacuada pois uma sacola "suspeita" foi encontrada numa das plataformas: dentro, as forças anti-terrorismo tentaram fazer explodir, os sapatos de um mendigo que dormia alguns metros mais adiante.

Ainda por cima tá fazendo um calor infernal.




Quinta-feira, Julho 28, 2005





Quarta-feira, Julho 27, 2005


Fiquei até agora indo nos blogs amigos e depois de tanto tempo encontrei um monte de mudanças. Tenham paciencia mas quero ler tudo, estou indo por ordem alfabética e não vou conseguir ver todos hoje... A hora não é mais decente prá ficar indo na casa dos outros. Bed chama.


Terça-feira, Julho 26, 2005


OUVIRAM DO IPIRANGA...


Com atraso e defunto chorado, alguns comentários sobre o assassinato do brasileiro em Londres.
Partindo do princípio que já estava com todos os poros emprenhados das notícias de atentados, bombas e afins, mais ainda com os quase 100 mortos do massacre de Sharm el Sheikh, recebo um telefonema no meio da noite de uma brasileira que mora aqui dizendo que não conseguia dormir desde que soube que o homem era de cidadania brasileira. Na sua santa inocência (?!) dizia que aquele era um sinal que o terrorismo estava chegando no Brasil, que os ingleses tinham matado ele "de propósito" prá obrigar o Brasil a entrar na guerra contra o terrorismo e outras coisas mais. Eu até que tentei falar com ela que sentia muito pelo rapaz, mas que prá mim não fazia muita diferença que ele fosse brasileiro ou não, o negócio foi horrível independentemente da cor da bandeira e diz muito do buraco sem fundo em que esta situação está nos levando, com as paranóias, a caça indiscriminada ao provável terrorista, a tensão de não poder mais estar tranquilos em nenhum lugar, as recomendações de onde você pode ir ou não, o vademecum com as instruções de como se comportar em caso de ataque e por aí vai.
Recebi na cara um grito de anti-patriota e deixei ela prá lá, pensando que ela é que é feliz, porque a sua tristeza se reduz ao fato do rapaz ser brasileiro.

AQUI e AQUI dois textos que comentam o caso com alguma lucidez (em italiano).



OH PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE SALVE


Mensalão, dinheiro na cueca, comissão de inquérito... O que é isto? Não sei de nada e não consigo entender o que está acontecendo. Já andei bisbilhotando nos jornais mas a coisa é muito emaranhada e começo a pensar que é mesmo verdade: quanto menos se sabe, menos se sofre.




DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO...


Daqui a pouco vou entrar de férias no trabalho. Logicamente já começaram as primeiras discussões sobre onde ir e logicamente será tudo em vão e não se vai da nessuna parte. Quem já me conhece um pouquinho sabe que sou chata e deteeeeesto sair da minha toca no mês de agosto. É o mês que tooooodo mundo sai de férias e isso aqui vira um formigueiro de turistas internos e externos. Tudo cheio, tudo caro, tudo um inferno. E depois meu marido tem a mania de deixar tudo prá última hora e quando não acha nenhum lugar prá ir começa a fazer umas propostas mirabolantes que só podem sair daquela cachola fora da realidade. Ignorando a minha chatura, ele veio ontem com mais uma das suas: quer comprar uma barraca e ir acampar num sítio de um nosso amigo a somente 10 quilometros aqui de casa... Mas você aaaacha que euzinha vou sair do conforto da minha caminha prá ir dormir no meio do mato com as cobras e muriçocas, cozinhar na lata, lavar copo com areia do rio, tomar banho frio (nunca, jamis, em tempo algum) e estender minhas calcinhas de renda nos galhos das árvores somente prá ter o prazer de escutar os passarinhos cantando de manhã????? Ma comprati uma gaiola com dois sabiás cantores e pendura na janela, ô meu! Nunca te passou pela cabeça em todos estes anos que eu "gostaria" ao menos uma vez na vida de passar uma semaninha tranquila em um hotelzinho sem ter que me preocupar em fazer comida ou arrumar cama? Que depois de um ano de trabalho suado eu não tenho direito de um pouco de relax? Eu já escutei muito piu-piu de passarinho na minha vida, agora quero é mais fazer bolha de sabão numa Jacuzzi com um Campari na mão sem nem pensar que existe trabalho e casa prá cuidar.
Se não for assim, neca de pitibiriba.



DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL...


Meu amigo J. tem uma filha bonita. AQUI o ensaio fotográfico da Karol (é aquela da direita...)



HOJE ME SINTO...


Pouco Betty e muito Boop!








Quinta-feira, Julho 14, 2005


Chegou
A Turma do Funil
Todo mundo bebe mas ninguém
dorme no ponto
ah, ah, ah, ah,
mas ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos
E eles que ficam tontos

Eu bebo, sem compromisso
É o meu dinheiro
Ninguém tem nada com isso
Enquanto houver garrafa,
enquanto houver barril...
Presente está a Turma do Funil



Lá. rá, lá, lá... hoje às seis e meia da matina comecei a cantar esta música dentro do bus... o motorista começou a rir perguntando se eu tinha acordado doida! Ainda bem que eu era a única passageira (e que aqui na roça todo mundo se conhece...). Deve ser o calor que voltou e a falta de cachaça que me está virando a cabeça.

Hoje descobri que faltam poucos dias para acabar o estágio!!!
Ando mesmo cansada do corre-corre e acho que a experiência já deu o que tinha que dar. Somando tudo, foi uma coisa muito proveitosa e gostei de ter escolhido aquele lugar e só não entendi o porque de ter tido tantas informações negativas quando as pessoas souberam que eu iria ali. O que vi nesses dias foi um lugar que funciona quase à perfeição com uma equipe competente e disponível que é o que importa. Eu não vou querer nem falar mal do diretor-caxias-ranheta, merece somente aplausos pelo jeito que conduz o barco: se é assim que as coisas funcionam, bem-vinda neura.
Que me importa, eu nem vou trabalhar lá...




O TELEFOOOOONE CHORA...

Buáááá!!!! Ninguém me manda recadinhos no celular...
Hoje fui limpar as mensagens e achei ainda as que meu marido mandou quando estava no hospital. Ele estava se preparando prá ir no Brasil e levou as revistinhas da Monica e Cebolinha da Juli de quando ainda era piccolina prá treinar o português:

1) Não precisam se preocupar; dois dias i eu volto prá "inchi u sacu".(sic)

2) Comfirmado. Amanha vo me arrumar. Pra ceia: lavagem de soupa. Sgruunt!!! (sic)

3) Si, beterraba de meo coracon. (sic)

4) Estou faminto como um leo na jaula! (sic)

5) Chegai. Por entanto tod bem: nao conseguo falar. (sic)

6) Estou scegando agora. (sic)

As outras mensagens:

7) Oi bella! M. nos convidou para um churrasco na casa dele (minha amiga Y.)

8) Oi bella! Já pegou os uniformes? Eu não. Nem sei como fazer. Divisão cheia de merda. (minha amiga Y.)

9) Vem no churrasco? Dany leva a carne, Ana os pimentões e depois dividimos a despesa (minha amiga S.)

10) Se chove sexta-feira, adeus churrasco. Aí vamos todos comer uma pizza. Vem? Lembranças ao teu marido. (minha amiga Y.)

11) Oi mãe... bom trabalho (Juli)

12) Oi. Vem hoje? Lembranças ao teu marido (minha amiga Y.)

13) Mamy, vou chegar tarde e estou sem chave (Juli)

14) Mãe estou fazendo nega maluca (Juli)

15) Cheguei. Tudo bem (Juli)

16) O advogado está de férias. Te chamo daqui a duas semanas (meu amigo N.)

17) Mãe cadê o dvd da Beth Carvalho?


O que é que leva uma pessoa a colocar as mensagens do seu celular na internet? Muita bobeira junta e a louça na pia esperando prá ser lavada...



Ainda o celular: dormi com ele ligado debaixo do travesseiro. Hoje, quando tocou prá me acordar, tateei nas teclas (que não estavam blocadas) e acabei fazendo o primeiro número da lista... que era o da Anaí... às cinco e meia da manhã... muuyyyyy amiga...




ACONTECEU NA CASA DE REPOUSO


Fui buscar o velhinho no restaurante prá fazer o soninho da tarde e durante todo o caminho ele continuava a se queixar:

- ai, ai, ai, não me aguento em pé... estou cheio de dores nas pernas... tomara que eu morra logo... ui, ui, ui, minha coluna vertebral está ao pedaços... você não sabe o que é sentir dor... ainda bem que estou no fim da vida... oh, oh, oh, minha cabeça roda até quando estou deitado... mas não me importa mais nada, estou mesmo chegando no fim...

E por aí vai até chegar no quarto. Tirei ele da cadeira de rodas e ajudei a subir na cama no meio de tantos gemidos e lamentações e enquanto eu ajudava ele a se ajeitar na cama ainda soltou uma:

- Aaaaiii, qualquer movimento que faço, dói cada pedaço do meu corpo... estou mesmo nas últimas...

E eu, num lapsus freudiano daqueles, invés de dizer o habitual "bom repouso", lhe disse:

- Descanse em paz.

Não teve outro remédio senão cair na gargalhada todos os dois...




Domingo, Julho 10, 2005






Povo de Chico City, ainda existo.

Continuo no corre-corre e me enrolei mais ainda esta semana pois não consegui dizer de não a um amigo que está se separando de uma brasileira e pediu para fazer uma tradução dos documentos do processo. Perdi um tempão indo e vindo no escritório do advogado e até faltei um dia ao estágio por causa disso. Bem feito, assim aprendo.

Falndo em estágio, já estava até demorando preu achar aquilo um pé no saco. O negócio é complicado prá falar mas se resume em que eu tenho que me acostumar mais com o jeito que o pessoal encara o trabalho aqui. Deve ser porque eu nunca trabalhei com patrão colado nas costas e nunca tive neura de ser mandada embora do trabalho mas ali onde vou parece mais um quartel do que uma casa de repouso. Eu só tenho que falar bem de como os velhos são tratados: o pessoal é eficiente, a administração é impecável, a qualidade dos serviços é altíssima maaaaassssss..... não consigo entender como as pessoas conseguem trabalhar em eterno estado de tensão, morrendo de medo do diretor, que pelo jeito que eles falam parece que tem poder de vida e de morte (morte com dor, é claro) sobre as pessoas.
Lá não se fala, se cochicha, prá não incomodar o imperador; não se pode ir fora do edifício, inclusive nos míseros 15 minutos de repouso que se tem direito dentro das sete horas de trabalho; não se pode comer (essa foi a pior... juro que vi uma garota engulir um pedaço de banana inteiro porque escutou os passos "dele"); não se pode isso e aquilo prá não aborrecer o Ser Supremo. A coisa mais estranha é que o banheiro dos empregados fica no sub-solo, num edifício de quatro andares! Quem trabalha no quarto andar, por exemplo, tem que perder maior tempão esperando o elevador e ainda fazendo um corredorzão depois prá chegar no banheiro, arriscando mijar nas calças antes de chegar lá. O pior é que existe um banheiro em cada andar, mas o dono da cocada preta proibiu o uso... prá poder reclamar depois que você demorou no banheiro! Eu hein...

O trabalho só não é mais cansativo porque seria desumano. Eu agora estou na "seção moleza" onde tem mais hóspedes (se chama casa-hotel) mas são, na maioria quase auto-suficientes e precisam de uma ajuda mais leve como, por ex., levantar da cama, arriar as calçolas prá fazer xixi, sentar na cadeira de rodas, descer com eles pro restaurante e todo o trabalho inverso. Em alguns, temos que "fazer o bidê" (isso mesmo, lavar os xibius e penduricalhos) e até mesmo dar banho total.
Os hóspedes vão dos 70 aos 100 anos e todos com alguma doença que os impedem de fazer alguma coisa, agora tem até um doente terminal que está mesmo nas últimas e precisa de atenção e cuidados totais, inclusive cuidados enfermeirísticos 24 horas por dia.

As duas primeiras semanas eu trabalhei na "seção protegida" que é o lugar onde os hóspedes são considerados pacientes e não são capazes de fazer nada sozinhos. Lidei com demência senil, Alzheimer, Parkinson, atrofia total e por aí vai. Foi muito estressante também pela parte psicológica, como vocês podem imaginar; em compensação aprendi muito, não somente para a escola mas principalmente para o meu modo de encarar a vida.

A dor no braço está mascarada. Tenho sobrevivido bem a base de analgésicos mas já estou com consulta marcada para o tratamento pois por milagre consegui achar um médico que não sai de férias em agosto, mas de tanto ficar perto dos velhinhos já estou me sentindo como eles! Cada dia acordo com uma dor: dor nas costas, dor nos pés, dor nas cadeiras... eita!

Continuo sem visitar os blogs e tenho também telefonado pouco prá o povo de casa e amigos. Ainda bem que agosto tá chegando.




ACONTECEU NA CASA DE REPOUSO


Minha amiga do curso que está fazendo o estágio comigo, vendo a velhinha que começava a ter um ataque epilético, disse prá enfermeira-chefe:
- Olha lá aquela que está tendo um ataque histérico. Posso ir lá dar um tapa na cara dela?

No restaurante, uma assistente me perguntou quem era o velhinho que tinha me falado que a sua dieta estava errada. Eu, que ainda não memorizei todos os nomes, respondi:
- Aquele de cabelo branco.
(TODOS tem os cabelos brancos)

O marido da enfermeira foi pegar ela no trabalho e eu o reconheci porque vem sempre aqui na loja pedir prá colar os cartazes de aviso do Comune. O cara deve ter uns sessenta anos e a mulher quase isso.
Eu:
- Ah, eu conheço aquele senhor! É teu filho?
Ela, com a cara enfezada:
- Não, é meu neto.

Tóóóóóóiinnnnn!!!!!




Segunda-feira, Julho 04, 2005


Incredibile, fui mesmo no show da Beth Carvalho.

Como tudo o que acontece aqui na gaiola das loucas foi a maior epopéia: cheguei do asilo às duas e meia da tarde e fiz tudo correndo, com o resultado que às sete, quando fechei a loja, me joguei no sofá prá esticar os cambitos uns dez minutos mas acabei apagando de vez e quando o Léo chegou em casa me encontrou já num ronco profundo:

- Ei, acorda, não é hoje que tem o "concerto"?
- Rooonfff, não quero mais ir, tô muito cansada... roooonfff.... ainda por cima estou me sentindo mal, a pressão tá baixa... roooooonnnffff....
- Ainda bem. Nem eu estou com vontade de ir. Que idéia, sair numa quinta-feira...

Pausa de 5 minutos e volta ele:

- Depois não vai ficar me perturbando porque não foi. Vai acabar dizendo que eu não quiz te levar só porque eu disse que não estou com vontade de ir. Eu já tinha me preparado psicologicamente prá sair hoje e agora não sei o que fazer, tenho que me programar tudo de novo.
- Ai que saco, tá bom, vou tomar banho e enquanto isso você bota a mesa porque já é tarde e não vamos poder comer lá.
- Mas você não está passando mal?
- Quando chegar lá passa. Quer ir ou não? Olha que estamos perdendo tempo, o show começa às nove e meia e já são quase oito. Tem quase uma hora de viagem até lá.

Me arrumei em tempo record e sentamos prá comer. Aí eu lembrei de telefonar prá Juli avisando que estávamos prá sair. Enquanto falava no telefone, vejo a cara dele se transformando em cara de pau da vida e quando desliguei, explodiu:

- Mas você é mesmo maluca! Como é que resolveu ir e não me avisou nada? Acabou de dizer que não ia e agora vai!
- Acho que de maluco, tem mais de um aqui. Eu não falei prá vocë botar a mesa e fui me arrumar? Prá que? Prá ficar em casa vendo televisão?
- Ah, eu não vou mais. Já é tarde e vamos chegar lá na metade. Primeiro diz que não se sente bem e agora já está pronta. E o idiota aqui sem saber de nada.
- Viu? Essa é a prova que você não escuta nem a metade do que eu falo. Foi a mesma coisa na semana passada quando eu falei que a tua mãe ligou dizendo que vinha aqui prá você levar ela no médico e você fez hum-hum com a cabeça e depois disse que eu não te avisei.
- Não bota a minha mãe no meio que ela não tem nada a ver com isso.
- Cacete, foi só um exemplo! Eu não quero mais discutir contigo, parece um sonho de bebado! Eu falo uma coisa e quando voce escuta entende outra.
Vai ou não vai? Se não vai, te prepara prá ir no Zeca Pagodinho semana que vem.

Fomos. Tava bom e nem tinha mosquito. E até ele se divertiu tentando adivinhar quem era mulher e quem era travesti, além de ter ficado apaixonado pelos músicos. A Beth trouxe o mesmo show que fez no Canecáo no ano passado - Madrinha do Samba, festejando os seus 30 anos de carreira e deu um banho de interpretação matando de emoção com os grandes sucessos e a mim em particular com "Andança" (abrindo o show), "O mundo é um moinho" e "O meu guri". O mundo veio abaixo quando cantou "O que é o que é" do Gonzaguinha e foi uma berração geral. Muito linda.

Na volta prá casa, bate-boca esquecido, estávamos comentando de como eu me sentia quando acontece de "viver" um pouco do Brasil nessas ocasiões e de como ele não consegue entender o tumulto que fica dentro de mim, sentindo o coração cheio de alegria mas um enorme vazio na alma que é a dor de ser como planta de água: com a raiz boiando, em eterno movimento, sem poder se agarrar ao chão da terra, mas nem por isso morre.

Terça-feira tem Zeca Pagodinho. Já comecei a martelar, mas com poucas esperanças. Ele cismou com o cara mesmo.


Som Sagrado
Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro

O samba é mal de raiz
Quem é de samba
É que sabe o que diz
O samba lava cicatriz
Quem samba
Não fica infeliz
O samba é sinal de paz
Quem é de samba
É que sabe o que faz
O samba
Não perde o cartaz
Nunca, jamais
O samba é a minha fé
E o meu coração
Com o samba do lado
Eu estou com os meus
Mais junto à Deus
O samba é o meu axé
Meu som sagrado
Onde dou meu recado
Nos versos meus
Antes do adeus
O samba é
Meu grande amor
É o meu prazer,
Meu querer bem
Se um samba houver
Prá mim
Não falta mais ninguém









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