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Sábado, Dezembro 30, 2006


FIM DE FESTA



Úh-úhúú!!! Olha eu aqui outra vez.

Não. Não caí na sarjeta na noite de natal.
Quase.

Até que enfim uma festa passou. Tá perto de chegar a outra, com os foguinhos e os brindarzinhos e os desejinhos com beijinhos e os trenzinhos que fazem aqui ao som de Taj-Mahal (pê-pê-rê-pepe...). O frio está indecente e eu já comprei um pijama novo com desenho de coração em chamas, prá entrar o ano novo do jeito melhor: na cama.

Isso porque o Natal foi um bololô. Tenho que aprender a ficar com o bico calado e quando quizer me divertir fazer tudo na encolha, invès de ficar saltando como uma macaca-que-queimou-o-pé. Por isso que deu tudo errado.

Tínhamos combinado, eu e outras duas brasileiras, de fazer a ceia de natal na casa de uma delas e cada uma levava alguma coisa. No domingo, passei o dia na cozinha e preparei arroz de forno, um pudim de leite moça, algumas sacanagens, pão de forma recheado e um monte de rabanadas. Puxa como estava contente! Ou será que era tudo ilusão porque tomei algumas (hic!) cervejas, conforme prometido no post anterior, e furei o cd da Beth Carvalho? O fato é que saiu tudo gostosinho e às nove da noite fui me arrumar para a noite de danças, comilanças e bebelanças.

Prontinha, toda perfumada e de salto 15, desço para chamar o meu príncipe e encontro ele ainda vestido de sapo.
- "Ué, vai se arrumar quando?"
- "Nunca. Não vou e nem vou te levar".

O sangue subiu do salto até o rímel em menos de dois segundos.
Não sei dizer exatamente o que aconteceu, só sei que senti uma enorme vontade de fazer uma merda. Não uma merda qualquer, mas uma merda escultural. Daquelas de botar vergonha no Rodin quando esculpiu aquele homem que finge que sabe pensar.
Seria muito banal jogar o pudim na cabeça dele com uma mão e, com a outra, enfiar umas 30 rabanadas pela goela abaixo (sem falar em todas aquelas sacanagens enfiadas em pontiagudos palitinhos) prá depois sair chorando e me trancar no quarto, manchando meus lençóis de maquiagem. E passar outro natal com a cara colada no vidro da janela.
Passados os trinta segundos de estupor peguei os trocentos tabuleiros, virei as costas e me mandei sozinha. Sem discutir, sem perguntar, sem olhar prá cara que eu imaginava que ele estava fazendo.
Larguei ele sozinho bem na noite de natal. Sozinho não, tinha a Pipoca.
Ah, desejei feliz natal mas beijei somente a cachorra.

Fui.
A Juliana chegou com o namorado depois do trabalho e me deu os presentes: um lindo cachecol e o cd da Fiorella Mannoia.
Não estava bem. Tava com raiva e vontade de chorar. Bebi Fanta Uva, não quiz dançar, comi pouco.
Vim embora antes da sobremesa.
Chegando em casa, queria só me jogar na cama.
Nem nos olhamos, mas ele falou: "em janeiro vendo tudo e você vai embora".
Eu falei, sem emoção: "tá bom. faz o que quizer mas se alguém tem que ir embora, é você. eu não me mexo".

Dia seguinte, me deu vontade de fazer faxina. Botei a música como sempre, limpei tudo e dei banho na Pipoca. Ele sumiu.
Minha sogra telefonou e me esculhambou. Disse de tudo sem me deixar nem responder e desligou na minha cara. Ficou martelando na minha cabeça ela dizendo que "se ele não queria ir, você devia obedecer". Obedecer... Obedecer... Se é esta a receita, prefiro não fazer o bolo.
Eu pensava na ação, ele pensava na reação.
E acho, podendo até errar, que foi uma falta de respeito comigo. Ele teve uma semana prá dizer que não queria ir. E também todo o dia de domingo enquanto eu, como uma idiota, tava alì toda alegre fazendo os meus trequinhos. Não na porta, na hora de sair.

Dia seguinte discutimos por 12 horas quase seguidas. Cada um botou a sua prá fora.
Gritamos, xingamos, choramos, ofendemos, esvaziamos, ficamos roucos.
Ninguém comeu.
Decidimos marcar com o advogado.

Daqui a pouco começamos a discutir de novo. Por mais quatro horas, até sumir a voz.
Pega o papel, escreve o que é teu e o que é meu. Eu odeio essas mesquinharias! Quem tem direito de levar as vassouras e o armário de medicinas do banheiro? Tem que botar também as latas de lixo? Que coisa mais ridícula... Não vou mais ver o teu roupão pendurado no banheiro. O carro é meu, a televisão do quarto é tua. Você vai levar meu coração. Eu te odeio quando você deixa cair vinho na toalha. E eu quando você deixa as luzes acesas. Do cachorro eu não abro mão. Vendemos ou não a loja? Façamos metade prá cada um. Morro de ciúmes quando te vejo linda, não quero que ninguém mais te veja. Você não pode impedir que as outras pessoas me olhem. O computador novo é meu. A conta no banco tem que ser dividida. Você nunca mais me deu uma flor. Eu vou embora prá não fazer mais você sofrer e chorar.
Caiu neve no dia do nosso casamento. A comida tá queimando.

Ninguém disse "fica" enquanto olhávamos pro chão. O cachorro virou de barriga prá cima e se adormentou com as pernas finas esticadas no ar. Ficou tudo parado de repente.
Fomos dormir e ontem decidimos procurar ajuda de um psicólogo no Consultório Matrimonial.

Eu tô sensível; enquanto escrevo me vem vontade de chorar. Decidi que não quero falar de mais nada aqui. Decidi agorinha mesmo, enquanto escrevia este post.
Fecho um ciclo da minha vida e começo outro, com outros interesses. Preciso me concentrar no que faço e, neste momento, este espaço é desnecessário. Talvez continue a escrever as minhas coisas, mas em maneira privada.
Quem quizer falar comigo, tem o e-mail aí do lado. Tem os comentários. Tem o MSN. Tem o Orkut que, por enquanto, não abandono por respeito às minhas comunidades. Quem me conhece, tem o meu telefone e a minha casa.

Odeio despedidas.



I FEEL GOOD
J. Brown


Whoa-oa-oa!
I feel good, I knew that I would, now
I feel good, I knew that I would, now
So good, so good, I got you

Whoa!
I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love won't do you no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love can't do me no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, well I got you

Whoaaaaaaa!
I feel good, I knew that I would, now
I feel good, I knew that I would
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you




Descendo a ladeira...




Sábado, Dezembro 23, 2006


TRÁFEGO



Como sempre, maior movimento aqui no blog quando chegam as festas de fim de ano com gente procurando por receita de farofa. Então tá, prá não decepcionar quem entra e encontra as minhas babaquices, jogo aqui a receita de farofa de alho (ideal para o primero Natal com namorado novo)

FAROFA DE ALHO

1 quilo de farinha de mandioca crua
250 gr. de manteiga
4 dentes de alhos grandes
sal

Soque bem o alho já dentro da panela e coloque a farinha, a manteiga e o sal. Acenda o fogo (médio/baixo) e mexa bem com a colher de pau por mais ou menos 20 minutos ou até a farinha ficar crocante.

outra:


FAROFA DE ABACAXI E PASSAS

Com o excesso de gordura que sobrou depois de assar o pernil, misture a gosto farinha de mandioca, um pouco de sal (se necessário), pedacinhos de abacaxi em calda ao natural (sem açúcar) e um punhado de passas. Se quizer, pode substituir o abacaxi por maçã, as passas por ameixas ou, se exagerar e colocar todas as frutas.


Colesterol-uol-uol-uol!!!!


Coragem! O Natal tem só uma vez por ano!!!






Quinta-feira, Dezembro 21, 2006


Gente... de repente começou a soprar um ventinho gostoso na minha orelha... veio lá de Jacarepaguá, tenho certeza!
Arrepiou.

Vou lá prá janela uivar.
Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiii.............





Terça-feira, Dezembro 19, 2006


DA NECESSIDADE DE COMUNICAR E DO REFLUXO DAS LEMBRANÇAS



"Com esse frio, falar contigo me esquenta a alma..."


Assim me disse um amigo, geólogo em missão no Pólo Norte que se comunica com o mundo pela rede.

Nada de particular, falamos um pouco de tudo: do seu interessante trabalho, de como nos sentimos naquele momento, da situação

atual do mundo até ao menú monótono que ele tem que se submeter, devido às dificuldades logísticas da situação. Rimos de dar

dor de barriga com as bobeiras mais imensas e nos despedimos sempre com a sensação de que se fossemos um de frente pro

outro talvez a conversa seria mais limitada, por vários motivos, como acontecia antes dele partir quando os papos giravam somente

dentro do superficial.


Dias atrás, estava pensando em desaparecer um pouco da net. O blog de vez em quando me cansa: minha vida tá parecendo um

eletrocardiograma de um cadáver, não acontece nada, o Orkut está virando um far-west selvagem, ultimamente tenho preguiça de

escrever, o tempo é pouco e, sinceramente, acabei me expondo demais talvez por causa desse meu "problema" de querer estar

sempre em companhia de alguém, para comunicar. Apesar de ter instalado o MSN não utilizava este meio assiduamente e

algumas vezes falava com minha prima (ou quem aparecia) quando eu lembrava de conectá-lo. Agora, me joguei de ponta-cabeça

e não passa dia que não fale com gente daqui ou daí e até instalei a web-cam que estava jogada na gaveta, depois de insistentes

pedidos de outro amigo que mora aqui na Itália mas não me via desde a época que cheguei.


Aí domingo aconteceu uma coisa interessante e que me deixou bem contente. Estava falando com um amigo dos tempos que eu

tinha uns 13, 14 anos e depois que ele me fez ver sua filha e de ter batido papo com sua mulher, que por sinal era também uma

colega minha da mesma rua, ele começou a falar dos reencontros que teve por causa da net, gente do nosso bairro que por causa

das circunstâncias da vida acabamos por perder de vista mas que de vez em quando afloram nas nossas recordações, trazendo

um doce momento quando lembramos de como fomos na juventude, das situações vividas, aquele lugar, aquela música,

aquela bebedeira, aquele modo de ser sem as preocupações que nos assolam quando ficamos grandes e temos que tomar juízo e

suportar à força o peso das tantas responsabilidades.



Depois de alguns "lembra de Fulano?" e "sabe quem eu vi?" ele jogou lá um nome que me fez pular da cadeira porque não

conseguia acreditar que fosse o nome do meu primeiro namorado! Tipo quase 30 anos que não sabia um zero dele: sumido no

túnel do tempo, mas bem guardadinho na minha memória como é justo que seja com as pessoas que marcaram a nossa vida.

Fiquei contente de rir sòzinha... de saber que ele está bem e que, como eu, fez filhos e encontrou alguém prá amar e dividir a sua

vida. O mais legal é que isto aconteceu no domingo de noite e, cúmulo da coincidência, na hora do almoço do mesmo dia eu

falava dele prá minha filha porque o seu namorado tem o mesmo nome. Contava prá ela de como nos conhecemos, como era o

nosso relacionamento, pipoca na praça, mãos dadas e beijinho no portão. A sensação de estar dentro de um filme dos anos

70 com fundo musical de Gladys Knight, nós de protagonistas e depois o vazio dos anos sem saber nada um do outro... puff, sumiu.



Tem sempre alguém que pode dizer que "o passado passou" e que é inútil pensar nas coisas que aconteceram quando tem o

presente para se preocupar e o futuro para planejar. Verdade! Mas como em todas as coisas da vida o segredo é sempre o

mesmo: o equilíbrio. Eu não desejo a volta do passado. Ele faz parte de mim e é idiotice sufocar as lembranças, boas ou ruins que

sejam, pois até as coisas negativas servem para uma melhor realização do presente: é aprendizado. Se, quando penso no

passado, fico angustiada ou arrependida é sinal que não estou vivendo bem o meu presente, que a bagagem de experiência que

deve ser levada como uma pluma sobre os cabelos, pesa e incomoda. Eu gosto de usar as lembranças até mesmo a favor do meu

bem-estar, como forma de relax, de terapia contra o agito do dia-a-dia.


Experimente parar um instante e pensar, por exemplo, de quando você era criança, de brincar de roda (qual criança faz mais isso?),

do cheiro de bolo assando na cozinha da mãe, da roupa no varal num dia de ventania, da hora da merenda na escola, das bolinhas

de sabão ou de um dia no parque de diversões. É delicioso! Imaginem que lembro até do cheiro da minha primeira boneca

"grande" embalada na caixa da Estrela... São coisas que te acompanham pelo resto da vida e não estimulá-las seria mesmo uma

pena.


Como gosto de TER boas recordações das pessoas, faço de tudo para SER também uma boa recordação. Às vezes não é

possível pois errramos, falamos coisas desagradáveis e até mesmo algumas maldades a gente já fez no curso da vida, mas isso faz

parte. Viver o presente do melhor modo possível é certeza de construir as nossas futuras boas lembranças e terminar o ciclo da

existência sem ter que chorar por não ter tido tempo de olhar prá trás e gozado da boa sensação que traz uma recordação.





É NATAL? É?


Então. outra vez o lero-lero de fim de ano. Retrospectivas e "no ano que vem eu vou..." não fazem parte dos meus papos.


Então vamolá começar a pensar em fazer as rabanadas! Ebbaa!!!

Só que este ano não vou ficar comendo elas sòzinha, com a cara grudada no vidro gelado da janela olhando a neve que cai não!

Vou cair na farra! Vou arrebentar o fígado na cerveja! Vou balançar o culo ao som de Zeca Pagodinho! Vou cair de boca no perú de Natal!

Vou sujar o vestido novo com a gordura da farofa! Vou liberar geraaaaaaaallllllll!!!!! e depois cair no sofá de roupa e tudo, adormecendo ali mesmo

como se estivesse em Madureira! E acordar com gosto de guarda-chuva molhado na boca... ahhhh... um Engov, pleeeeeease..........

Uau!! Vou, vou e vou. Pronto.


E se depois eu conseguir ainda fazer um post, conto tudo como foi.

Quem viver, verá...



Sexta-feira, Dezembro 15, 2006


A LOJA DOS HORRORES


- Bom dia. Vim pegar a minha roupa.
- Seu nome?
- Galdi. Me chamo Galdi.
- Um momento.

.............
.............
.............

- Senhora, não vejo a sua roupa. Pode me dar o recibo?
- Foi meu marido que trouxe e não me deu nada.
- Mas a roupa era prá hoje?
- O senhor que atendeu não disse o dia.
- Estranho... não trabalhamos assim e se a senhora não tem o recibo eu nem deveria aceitar. Olhe, eu coloco a roupa em ordem alfabética e na sua letra eu não vejo nada!
- Já perderam a minha roupa? Olha que é coisa cara! Tem que pagar!
- O fato de não achar, não quer dizer que está perdida, pode ser que não esteja pronta. Aqui não se perdem roupas e acho estranho que a senhora não tenha um comprovante nem saiba o dia para retirar.

............
(... e taca a procurar)
...........

- Senhora, eu sinto muito. Não achei nada com o nome de Galdi.
- MAS MEU NOME NÃO É GALDI! É GAL-DI! COM LA G DE GASA! Escute bem quando as pessoas falam!
- Ah... CALDI! CON LA C DE CASA!
(porca miseria! essa chegou ontem de Palermo, com esse sotaque....!)

............
(... e taca a procurar)
..........

- Desculpe, mas nem assim acho. Melhor que a senhora vá em casa e pegue o recibo que com certeza tem também o dia da entrega.
- Não, não, não. Essa roupa já está é perdida... eu vou telefonar AGORA pro meu marido e a senhora fala com ele. Isso não vai ficar assim não. Se for necessário nós resolvemos isso no Tribunal!!!
- Calma senhora, tenho certeza que tudo se resolverá.
- "ANTÓÓ!!! Estou aqui na lavanderia e perderam a nossa roupa! Fala aqui com a moça e diz quando foi que falaram para você pegar".
- Senhor Caldi, não achei a sua roupa. O senhor pode me dar mais informações?
- Olha, eu levei aí na segunda-feira de manhã e o senhor que me atendeu disse para vir buscar na quinta-feira, hoje é já sexta...
- Um momento. O senhor veio segunda de manhã? Mas não é possível... a loja é fechada na segunda de manhã! O senhor tem certeza que trouxe aqui?
- Sim! Aí não é a lavanderia na rua Tal...... ?
- Não. Aqui é rua Tal dos tais......


- Viu senhora? Seu marido deixou a roupa em outra lavanderia. Não adiantou nada se esquentar. Perdemos tempo todas duas e ainda me deixou nervosa.
- É, mas se tivesse trazido aqui a senhora não iria achar do mesmo jeito. Não sabe nem falar o nome das pessoas!
- Adeus, senhora GAL-DI. Volte nunca.





TRISTE




"Se pudesse o sol chover só a metade do que chove no meu coração
Dava um lago prá beber e o chão virava neve de tanto algodão
Filho pra criar, crescer e o gosto de rever moringa na janela
Tanto milho pra colher de nunca mais se ver o fundo da panela"





Quarta-feira, Dezembro 13, 2006


Parole di Burro
(Carmen Consoli)

Narciso parole di burro
si sciolgono sotto l'alito della passione
Narciso trasparenza e mistero
cospargimi di olio alle mandorle e vanità modellami

Raccontami le storie che ami inventare spaventami
raccontami le nuove esaltanti vittorie
Conquistami inventami
dammi un'altra identità
stordiscimi disarmami e infine colpisci
abbracciami ed ubriacami
di ironia e sensualità

Narciso parole di burro
nascondono proverbiale egoismo nelle intenzioni
Narciso sublime apparenza
ricoprimi di eleganti premure e sontuosità ispirami.

Raccontami le storie che ami inventare spaventami
raccontami le nuove esaltanti vittorie
Conquistami inventami
dammi un'altra identità
stordiscimi disarmami e infine colpisci
abbracciami ed ubriacami
di ironia e sensualità
abbracciami ed ubriacami di ironia e sensualità

Conquistami



Sábado, Dezembro 09, 2006


O SEQUESTRO DE PAPAI NOEL



Com a notícia de hoje que em Londres algumas lojas estão evitando os símbolos cristãos na decoração de natal (cruz, menino

Jesus, etc), para não ofender os habitantes de fé muçulmana, recomeça a polêmica sobre a conveniência ou não da cultura

ocidental ceder à pressão psicológica do terrorismo.


Por favor, eu não quero discutir sobre religião porque não me interessa. Eu só estou observando a mudança comportamental na

nossa sociedade pós-onze de setembro. Acho ridículo que eu tenha que modificar as minhas tradições porque tenho dentro de

casa hóspedes que me impõem as suas. Não acho que isso seja o caminho ideal para promover a integração entre os povos.

Eu não tenho nem árvore de natal na minha casa e de alguns anos prá cá não decoro mais a loja para as festas de fim de ano, mas

é uma escolha minha, não porque tenho medo que meu cliente Mohammed se ofenda.


Acho justo que nas escolas exista um menu particular para os alunos muçulmanos, justo que não seja obrigado que eles

frequentem a aula de religião (é matéria escolar!), justo que em algumas escolas no lugar das aulas de religião exista a matéria

"cultura religiosa", mas não me digam que os cristãos devem tirar os crucifixos das paredes nas escolas e nas repartições

públicas porque pode magoar a sensibilidade daqueles que não são cristãos. Seria justo sim, tirá-los para confirmar que o Estado

é laico, não por medo. Sem falar na ridícula pretensão dos seguidores de Maomé que não querem que suas mulheres sejam

fotografadas sem o véu quando vão tirar os documentos. Mas como fazer para identificá-las se aparecem somente os olhos?

Tenham paciência, né?


Começamos a viver atrás das grades pelo medo de sermos atacados por este inimigo que convive entre nós; as últimas decisões

dos governos europeus que proíbe o transporte de líquidos nos vôos, já é obsoleta: hoje mesmo a polícia turca apreendeu um

compact-disk que em realidade era uma bomba pronta a explodir ao ser inserida no computador.


Espero somente que não decidam de terrorizar a gente envenenando o Kebab.




Por coincidência, ontem aconteceu um fato de choque cultural:

Meu marido voltava da casa da mãe quando viu a nossa vizinha muçulmana que caminhava na direção de casa,

debaixo da chuva e de uma ventania daquelas de dobrar guarda-chuva. Eram já quase quatro da tarde e a escuridão já estava

para descer, as ruas aqui são quase todas sem calçada e ele parou mais à frente esperando a mulher para oferecer uma carona.

Ela recusou, apesar dele insistir e quase arriscar um acidente para convencê-la.

Chegando em casa, comentou comigo o que aconteceu, quase ofendido. Lembrei prá ele que era somente um problema religioso:

uma boa muçulmana não pode ficar sozinha com um homem que não seja seu pai, seu irmão ou seu marido.


Quiném acontecia no sul da Itália não muitos anos atrás.




Oleo de Carmen Valverde



Sexta-feira, Dezembro 08, 2006


Flor Da Pele
(Zeca Baleiro)

Ando tão a flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que teu olhar flor na janela me faz morrer
Ando tão a flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que minha pele tem o fogo do juizo final

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
às vezes me preservo
Noutras suicido





Segunda-feira, Dezembro 04, 2006









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