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Segunda-feira, Dezembro 31, 2007


Faltam dez minutos.

BOM ANO a todos!




Domingo, Dezembro 09, 2007


O bom do frio: usar botas, chapéu e cachecol.
O ruim do frio: não ter prá onde ir de botas, chapéu e cachecol porque faz frio.


Em todo caso, fiquei doente por alguns dias na semana passada. Trabalhei assim mesmo porque não tenho a quem apresentar atestado médico, muito menos posso fechar a loja. Fiquei insuportável e quase despedi o único funcionário (Bin-Leo) que, por sua vez, estava com o coração em frangalhos porque não vamos mais para o Brasil no fim do ano.
Eu nem tinha me animado com a viagem, já acostumada em ficar na expectativa todos os anos e ficar sempre a ver navios. Mas ele ficou arrasado! E me dizia: "ah... você não pode nem imaginar o que é ficar fazendo planos e no final não poder realizar...". Verdade! Eu não posso nem imaginar...

Prá ser sincera, eu estava quase empurrando ele prá dentro do avião sozinho, já que não estava com a menor vontade de deixar minha filha aqui. Pasmem, fiquei morrendo de medo dos roubos.
O bairro, durante o inverno, vira uma cidade-fantasma: cinco da tarde já está escuro e não se vê quase ninguém nas ruas. Sem falar que durante as festas de fim-de-ano piora, deserto quase total, condição ideal pros ladrões arrombarem e entrarem nas casas. Quinze dias atrás, num domingo, tentaram entrar no bar em frente a minha casa e, na segunda-feira, o mesmo no supermercado. Quem é que fica tranquilo deixando filho sozinho em casa? Alarme e telecamera não é que me fazem ficar mais tranquila.

Mesmo assim, quero fechar uns dias no final de dezembro. Tenho um monte de coisas prá fazer em casa e não sobra tempo nunca. Não quero saber de festas, só do meu pijama.



Aí rolou maior papo esquisito esses dias aqui no barraco: o marido da minha esse-ó-gê-érre-a está quase chegando no ponto final e maridùn ficou me sondando prá saber se eu concordava em ir morar lá na casa dela, quando o ancião for embora.
O não foi seco e grosso. Imagina ter que ir viver com uma pessoa que, pelamordezeus, sempre foi boa comigo, mas é esse-ó-gê-érre-a e ainda por cima italiana. Tipo hoje: "mas já são quase duas da tarde e vocês agora que estão almoçando? Ah, mas aqui em casa, meio-dia em ponto o almoço está na mesa... assim que é o certo, assim é que meus filhos foram acostumados".
Mas eu nunca fui certa, OK?
E vou ficar mais torta ainda se escutar esse papo estranho de novo.
Se ela souber que só lavei a louça agora, às 11 da noite, vai ter um treco.






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